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Ministério Público processa Botafogo, Treze, Campinense e outros clubes da Paraíba por fraude milionária

O Ministério Público da Paraíba propôs uma ação civil pública de responsabilização por atos de corrupção contra 16 clubes de futebol paraibano, com base na Lei Anticorrupção Empresarial (Lei Federal nº 12.846/13). O MPPB requer reparação por danos ao erário perpetrados pelos promovidos durante a execução do “Programa Gol de Placa”, desenvolvido pelo Governo do Estado. A investigação feita por diversos órgãos de controle apontou que houve fraude na troca de ingressos por notas fiscais para o recebimento de valores mais altos das empresas patrocinadoras do programa. Os atos de corrupção analisados ocorreram entre janeiro de 2015 e dezembro de 2018, causando um prejuízo de R$ 12,8 milhões.

O processo foi protocolado na semana passada (18/11), sob o número 0859308-82.2022.8.15.2001, na 5ª Vara da Fazenda Pública de João Pessoa, pelo 38º promotor de Justiça de João Pessoa, que atua na defesa do patrimônio público, Francisco Seráphico Ferraz da Nóbrega Filho. De acordo com a ação, entre as ilicitudes cometidas estão: o não preenchimento do número do cupom fiscal ou Danfe NFCe (290.210 ocorrências); 7.512 trocas por cidadãos com idade superior a 85 anos (uma pessoa com 102 anos de idade teria realizado 126 trocas); trocas de 10.381 ingressos por pessoas falecidas até o ano de 2014; 614.204 ingressos trocados por pessoas com domicílio fiscal diverso da Paraíba; 54 trocas com documentos fiscais emitidos há mais de 90 dias, contrariando a norma; 15.288 documentos fiscais com numeração inválida ou inexistente.

Números de destaque
De acordo com a ação, o Inquérito Civil nº 001.2020.019335 aberto pela Promotoria de João Pessoa considerou investigações realizadas internamente pelo próprio Governo do Estado (por meio da Controladoria Geral do Estado da Paraíba) e pelo Tribunal de Contas. De acordo com o relatório final da Comissão de Procedimento de Investigação Preliminar (CPIP), os clubes paraibanos beneficiados receberam no período analisado, por meio do repasse da empresa Energisa Paraíba, única contribuinte patrocinadora, R$ 14.548.090,00, por meio da troca de 1.195.642 ingressos, utilizando o cadastramento no sistema Gol de Placa de 1.251.924 documentos fiscais.

“Ressalte-se, desde já, que a presente demanda se limita a buscar a responsabilidade objetiva das pessoas jurídicas envolvidas (clubes desportivos – associações privadas), reservando-se a oportunidade de posterior ingresso, se for o caso, de demanda específica referente a esses mesmos atos de corrupção contra eventuais empresas responsáveis pela emissão de notas fiscais, além de ação contra os presidentes dos clubes e agentes públicos envolvidos, com base na Lei 12.846/13 (que também podem ser enquadrados como atos ímprobos)”, destaca trecho da ACP.

Reparação ao erário
Na ação, o MPPB requereu a concessão da medida cautelar da indisponibilidade dos bens dos demandados, no valor equivalente a R$ 15.857.484,93, correspondente à soma do montante do dano material ao erário estadual, devidamente atualizado, já incluído o valor de indenização pelos danos morais coletivos, no valor de R$ 3 milhões.

O programa
A ação ressalta que o “Gol de Placa” tinha como objetivos incentivar o futebol da Paraíba, por meio de captação de recursos pelos clubes da primeira divisão do Campeonato Paraibano de Futebol, junto aos contribuintes do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS); estimular o hábito de exigência de documento fiscal na aquisição de mercadorias e incrementar a arrecadação estadual. Era executado pelas secretarias de Estado da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel) e da Receita (SER) e consistia na troca de cupons fiscais – cujo somatório fosse igual ou superior a R$ 50 referente à aquisição de mercadorias – por ingresso para jogos dos campeonatos da 1ª divisão e das séries C e D e das copas Brasil e do Nordeste, realizados na Paraíba.

Prejuízos por clube:

CLUBES PREJUÍZO VALOR CORRIGIDO
ATLÉTICO R$ 763.390,00 R$ 959.047,47
AUTO ESPORTE R$ 596.800,00 R$ 749.760,32
BOTAFOGO R$ 3.169.720,00 R$ 3.982.121,77
CAMPINENSE R$ 1.683.830,00 R$ 2.115.396,98
CSP R$ 784.330,00 R$ 985.354,41
DESPORTIVA GUARABIRA R$ 221.220,00 R$ 277.918,86
ESPORTE DE PATOS R$ 138.180,00 R$ 173.595,64
INTERNACIONAL R$ 207.200,00 R$ 260.305,53
LUCENA R$ 163.210,00 R$ 205.040,85
MIRAMAR R$ 14.290,00 R$ 17.952,54
NACIONAL DE PATOS R$ 221.400,00 R$ 278.145,00
PARAÍBA R$ 396.460,00 R$ 497.997,64
SANTA CRUZ R$ 209.360,00 R$ 263.019,14
SERRANO R$ 420.440,00 R$ 528.199,11
SOUSA R$ 648.200,00 R$ 814.334,18
TREZE R$ 596.430,00 R$ 749.295,49
TOTAL  R$ 10.235.090,00  R$ 12.857.484,93

 

Com Mais PB

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Foi realizada na manhã deste sábado, na Câmara Municipal de Boa Vista, a segunda e última reunião arbitral e preparatória para a realização do Campeonato Municipal de Futebol de Boa Vista 2026.

A nova edição da competição contará com a participação de oito equipes do município, que disputarão as categorias Aspirantes e Titular. O encontro foi coordenado pelo diretor de Esportes, Tita Martins, juntamente com a comissão organizadora e a equipe de arbitragem, que terá a coordenação da Seleção de Arbitragem de Campina Grande (SA).

A reunião contou com a presença dos dirigentes das equipes e serviu para definir os principais detalhes da competição, incluindo regulamento, sistema de disputa e os confrontos da rodada de abertura.

A bola começa a rolar no município de Boa Vista no próximo 18 de outubro, data marcada para a abertura oficial do Campeonato Municipal.

Premiação histórica

Durante a reunião, o diretor de Esportes, Tita Martins, reforçou a premiação da competição, que será inédita na história do futebol de Boa Vista, com um montante recorde de R$ 30 mil em dinheiro, destinado às equipes finalistas e aos destaques do campeonato.

Além da premiação, a competição contará novamente com uma estrutura diferenciada. A organização prevê a utilização do VAR, arquibancadas móveis nas semifinais e na grande final, além de transmissão ao vivo de todos os jogos, cobertura de mídia e uma ampla estrutura de logística.

A competição é promovida pela Prefeitura Municipal de Boa Vista, através da gestão do prefeito Fernando Aires, que novamente garante apoio e incentivo à realização do campeonato.

Forma de disputa

A competição terá a participação de 08 equipe e será dividade em duas chaves (A e B), contendo quatro equipes cada. As equipes da Chave A enfrentam as equipes da Chave B, e vice-versa.

As duas primeiras colocadas de cada chave se classificam automaticamente para fase das semifinais. A fase final será realizada em jogo único (semifinal e final) sendo realizada na zona urbana da cidade.

CHAVE A

Palmeiras do Caluête

Sampaio do Caluête

São Paulo

Cariri FC

CHAVE B

Gonzagão FC

Atlético da Mônica

Internacional

Vila Nova de Sãojoãozinho

Rodada de abertura

A grande rodada inaugural será realizada no próximo dia 18 de outubro com as partidas sendo realizadas nas categorias aspirantes e titular.

Confira os jogos:

Palmeiras do Caluête x Atlético da Mônica

Gonzagão x Sampaio

Internacional x São Paulo

Cariri FC x Vila Nova

O Campeonato Municipal de Boa Vista vem se consolidando como uma das principais competições de futebol amador do Cariri paraibano, reunindo equipes tradicionais e mobilizando atletas, dirigentes e torcedores do município.

Após a reunião, Tita Martins avaliou positivamente os encaminhamentos e destacou que está tudo preparado para o início da competição. No dia 18 de outubro, a bola vai rolar em Boa Vista para mais uma edição do Campeonato Municipal de Futebol.

O Campeonato Municipal de Futebol de Boa Vista é uma realização total da Prefeitura Municipal de Boa Vista através do prefeito Fernando Aires, contando com apoio da Câmara Municipal de Boa Vista e do Departamento de Esportes do município.

Confira alguns registros da reunião realizada neste sábado:

Cariri Esporte