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Clubes brasileiros começam estudo para antecipar volta do futebol em 2020

Em uma reunião da Comissão Nacional de Clubes, mais uma da sequência que promete encaminhar as metas do futebol brasileiro para esta temporada, com presença da CBF, representantes de 37 clubes brasileiros das Séries A e B do Campeonato Brasileiro decidiram iniciar estudos para a retomada do calendário do futebol do nacional. A iniciativa ainda é embrionária, mas há entre a maioria dos dirigentes o consenso de que não há alternativa: sem datas, não há receita, e o futebol brasileiro não estava preparado para sobreviver a uma paralisação de meses.

A ideia a partir de agora é iniciar contatos com representantes da comunidade médica para estudar uma forma segura de antecipar a volta das atividades. Isso passa por, pelo menos, um ou dois meses de jogos com portões fechados e protocolos rígidos: testes nos atletas estão em debate, assim como a realização de jogos com participação de, no máximo, 20 a 30 pessoas para além dos 22 jogadores que estiverem atuando.

Plano em parceria

O plano é estabelecer diálogo com autoridades, inclusive com o Ministério da Saúde, para realizar tudo seguindo as indicações e políticas de combate ao novo coronavírus. Também haverá reuniões de clubes com as federações estaduais para começar a estudar as diretrizes. Os jogadores estão de férias até o dia 21 de abril.

Algumas das federações, inclusive, já começaram a esboçar protocolos. A Federação do Rio de Janeiro é uma delas. Alguns detalhes já estão definidos: a entidade carioca propõe que cada clube elabore uma lista de 40 pessoas essenciais para as atividades nos dias de jogos, com exclusão de pertencentes a grupos de risco, e está providenciando testes rápidos para a Covid-19 para os dias 27 a 30 de abril. A federação também pediu sugestões de protocolos aos médicos dos clubes filiados.

A Federação Cearense de Futebol (FCF) também já projeta cenários. Mas o presidente Mauro Carmélio não arrisca falar muito sobre eles, exatamente porque as ideias de retorno ainda são embrionárias. A entidade não fala metodologias, mas admite que jogos de portões fechados são uma possibilidade forte.

Precisa de autorização

O pontapé inicial não será, entretanto, dado sem o “ok” das autoridades federais e estaduais. Existe a expectativa de que, a partir do início dos diálogos, seja estabelecido um protocolo específico para as partidas de futebol, que seria seguido à risca.

Em termos de calendário, a prioridade é terminar os campeonatos estaduais – a CBF já garantiu às federações que eles serão priorizados quando houver a volta às atividades.

Ainda não há um plano definido para o Campeonato Brasileiro. Isso dependerá de ter ou não a disputa da Libertadores e da Sul-Americana e do número de datas que restarem disponíveis.

Informações do Diário do Nordeste

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