Eliminado da Série D do Campeonato Brasileiro, o Campinense não para e a crise administrativa e estrutural da equipe não tem pausa.
Primeiro, o clube segue em busca da rescisão de contratos dos jogadores que disputaram a quarta divisão pelo clube. Na quarta-feira (02), foram publicados no BID os nomes de Daniel Sobralense, Kiko Alagoano, Alex Murici, Júnior Gaúcho, Anderson Schmoeller, Jobson, Fabinho, Bruno Menezes e Waldson.
Na parte da administração do clube, a pressão da FDA Sports, empresa que comanda o futebol do clube, que encontra-se terceirizado, e tem contrato de dois anos, para a renúncia do presidente Paulo Gervany e de todo departamento de futebol da Raposa parece ter dado resultados.
É que de acordo com informações da repórter Izabel Rodrigues, da rádio CBN Campina Grande, o mandatário do clube colocou seu cargo à disposição, assim como seu vice-presidente Kleber Cabral.
Agora, a expectativa é de que haja uma reunião do Conselho Deliberativo do clube já no sábado (05), e a tendência é que novas eleições aconteçam.
Paulo Gervany assumiu o rubro-negro após renúncia de Erivaldo Ferreira no meio de 2019. Ao Voz da Torcida, ainda no início da pandemia, o mandatário afirmou que Campinense realizou uma auditoria no início deste ano que constatou um total de dívidas que chega em cerca de R$ 20 milhões à época.
Dentro de campo, o futebol em 2020 contratou o inexplicável número de 81 jogadores e 7 treinadores. Na Série D, sob o comando da FDA Sports, o time foi eliminado da competição antes do último jogo da primeira fase.
Seis equipes de futebol amador do município de Boqueirão, no Cariri paraibano, anunciaram que não irão disputar a edição deste ano do Campeonato Municipal de Futebol. A decisão foi divulgada por meio de uma nota oficial publicada nas redes sociais dos clubes.
As equipes Avaí, Grêmio do Bento, Internacional do Taboado, Portuguesa, Vasco do Marinho e Vila Nova do Sangradouro manifestaram insatisfação com decisões relacionadas à organização, ao regulamento e à forma de disputa da competição.
O posicionamento ocorre após uma série de reuniões entre a coordenação do campeonato e as equipes participantes. As discussões teriam provocado divergências e um mal-estar entre os clubes, principalmente em relação aos critérios definidos para a realização da edição deste ano.
Entre os pontos questionados pelas equipes está a possibilidade de participação de jogadores de outros municípios. Segundo o posicionamento dos clubes, a medida comprometeria a valorização dos atletas locais e das jovens promessas do futebol de Boqueirão.
As equipes também defendem melhorias na premiação e mais reconhecimento para os clubes que contribuem para manter viva a tradição do futebol amador no município.
Na nota, os representantes afirmam que não irão compactuar com decisões que, na avaliação deles, representam um retrocesso para o esporte local. Apesar do posicionamento contrário à forma como a competição está sendo organizada, os clubes reforçam a importância da continuidade e da valorização do Campeonato Municipal, destacando o papel da competição na história esportiva de Boqueirão.
A manifestação das seis equipes coloca em evidência o debate sobre a organização do futebol amador no município, especialmente em relação à valorização dos atletas da terra, ao fortalecimento dos clubes e à construção de um campeonato que atenda às expectativas dos participantes.
Confira a nota oficial divulgada pelas equipes abaixo:
NOTA OFICIAL
Após diversas reuniões, nas quais foram discutidos e definidos, por meio de votação entre as equipes, o formato da competição e as inscrições de atletas, fomos surpreendidos com uma decisão que representa um retrocesso para o futebol amador do nosso município. As equipes buscavam, acima de tudo, a valorização da competição, com melhorias na premiação e no reconhecimento de quem mantém vivo o futebol de Boqueirão.
No entanto, a resposta foi o fim do Campeonato Municipal nos moldes conhecidos e a criação de uma copa de categoria única, disputada exclusivamente no formato mata-mata.
NÃO ABRIREMOS MÃO DOS NOSSOS JOVENS!
Acreditamos que o futebol municipal precisa de oportunidades, incentivo e espaço para todas as categorias. Não podemos aceitar que nossos jovens sejam deixados de lado em nome de um novo formato de competição.
NÃO IREMOS DISPUTAR A COPA!
Não compactuaremos com decisões que, na nossa visão, representam um retrocesso para o esporte local. Defendemos a continuidade e a valorização do Campeonato Municipal, uma competição que faz parte da história do nosso futebol e que merece respeito.
Nosso posicionamento é firme: não faremos parte do retrocesso e queremos o campeonato Municipal nos moldes votados em reunião e valorização das equipes nas quais carregam o nome da cidade nas competições regionais!
Pelo respeito às equipes, pela valorização do futebol amador!