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No Barradão, Treze é superado pelo Vitória e perde chance de entrar no G4 na Copa do Nordeste

Vitória e Treze se enfrentaram na noite de domingo (04), no estádio Barradão, em Salvador, pela sétima rodada da fase de grupos da Copa do Nordeste de 2021. Jogando com um homem a mais por mais de um tempo inteiro, o Galo da Borborema foi derrotado por 3 a 1, e não depende mais só de si para se classificar para o mata-mata do torneio.

Uma novidade na escalação inicial trezeana foi a participação do zagueiro Adriano Alves, que vinha lesionado desde o início da competição, tinha seu retorno ainda incerto, mas começou o jogo substituindo o suspenso Rômulo. Outra novidade foi a entrada da Ancelmo como titular na vaga de Kleiton Domingues.

E logo aos 8 minutos, o meio-campista aproveitou erro de passe de Pedrinho e, dentro da área, chutou de canhota, mas a bola passou por cima da meta de Lucas Arcanjo.

Mas quem abriu o placar foram os donos da casa. Aos 11 minutos, Cecric achou bem Pedrinho na esquerda. O lateral tocou atrás para Vico, que passou para Alisson Farias dentro da área. O camisa 10 dominou e bateu de canhota, sem chances para Jeferson, e marcou para o Vitória.

O alvinegro de Campina Grande tentou reagir aos 15 minutos. Em boa jogada, Birungueta achou João Leonardo, que fez o pivô para Ancelmo. O novo titular galista passou para Jairinho, que invadiu a área e bateu de esquerda, mas o goleiro baiano defendeu em dois tempos, evitando o empate.

Em um lance de sorte, quase o Leão faz o segundo. Após cruzamento de Vico da esquerda, a bola passou por todo mundo e quicou quase dentro do gol, mas Jeferson, no reflexo, espalmou para o lado e salvou o Galo.

O Galo voltou a assustar aos 37 minutos. Régis Potiguar surpreendeu e avançou pela esquerda e cruzou para a pequena área, onde João Leonardo se antecipou a defesa e tentou marcar de letra, mas a bola passou a direita do poste.

Um minuto depois foi a vez de Birungueta tentar. Ele recebeu de calcanhar de Ancelmo e bateu colocado no canto esquerdo do arqueiro rubro-negro, que só olhou a bola e torceu para não entrar, e deu certo. A pelota passou raspando a trave esquerda e foi pela linha de fundo.

Assim como no Clássico Tradição da rodada anterior, o Treze teve um tempo considerável para jogar com um jogador a mais em campo. É que o lateral-esquerdo Pedrinho fez falta dura em Darlan, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso de campo.

Segundo tempo

Mesmo com um a menos em campo, o Vitória seguia mais no campo de ataque enquanto o Galo mostrava muita desorganização para criar lances de perigo. Mal em campo mais uma vez, Jairinho foi substituído por Rogerinho no ataque alvinegro.

E aos 11 minutos, David cruzou da esquerda e Samuel, de voleio, acertou bonito chute e ampliou o marcador para os donos da casa.

O Treze conseguiu descontar aos 23 minutos. Rogerinho fez boa trama com Wellington Carioca na esquerda e cruzou para o meio da área, onde João Leonardo tocou de pé esquerdo para vencer Lucas Arcanjo e diminuir o placar.

Apostando em contra-ataques, por pouco o Leão não fez mais um. Aos 30, David novamente caiu pela esquerda livre e tocou  para o meio da área, onde Roberto, de primeira, chutou de esquerda, mas a bola passou perto, por cima da meta de Jeferson.

Exposto buscando o empate até o fim, o Galo acabou castigado no último minuto. Aos 50 minutos, David puxou contra-ataque em velocidade, invadiu a área, chegou cara a cara com Jeferson e bateu de direita. O goleiro trezeano espalmou para o meio, e Igor Catatau aproveitou o rebote para fazer o terceiro do rubro-negro e fechar a conta no Barradão.

Com a derrota por 3 a 1, o time paraibano segue com 8 pontos na quinta colocação do Grupo A, e para se classificar para a próxima fase precisa bater o Sport, no sábado (10), no Amigão, e torcer para que o Sampaio Corrêa não vença o CSA. Já o Vitória chegou aos 12 pontos e é o vice-líder do Grupo B. Na próxima rodada o rubro-negro encara o 4 de julho, fora de casa.

Com Voz da Torcida

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O futebol tem dessas coisas: algumas conquistas vão muito além de uma taça, de um placar ou de uma comemoração. Existem momentos em que a vitória dentro de campo se transforma em uma homenagem àqueles que ajudaram a construir a história do esporte. Foi exatamente assim na grande final do Campeonato Gadobravense de Futebol deste ano, ocorrida no último domingo, na cidade de Gado Bravo-PB.

No último domingo, no Estádio Municipal de Gado Bravo, o Inter Bravo conquistou o título da competição, mas a festa do campeão teve um significado ainda mais especial. Antes, durante e depois da decisão, o clube prestou uma emocionante homenagem ao saudoso Djalminha, ilustre torcedor, desportista e apaixonado pelo Inter Bravo, que já não está entre nós, mas permanece vivo na memória de todos que tiveram a oportunidade de conhecê-lo.

Com faixas e homenagens simbólicas, jogadores, dirigentes e torcedores fizeram questão de lembrar aquele que sempre carregou com orgulho o amor pelo futebol e, principalmente, pelo seu querido Inter Bravo.

Naquele estádio, entre lágrimas, aplausos e a alegria pelo título, Djalminha voltou a estar presente. Não fisicamente, mas através das lembranças, das histórias e do carinho daqueles que jamais esquecerão sua paixão pelo esporte. E talvez não houvesse cenário mais bonito para eternizar sua memória: o Inter Bravo campeão, levantando a taça diante de sua torcida e levando consigo a lembrança de um dos seus mais ilustres apaixonados.

O secretário de Esportes de Gado Bravo, Gabriel Monteiro, também destacou a importância de Djalminha para o futebol do município e revelou a satisfação em ver a homenagem sendo realizada.

“Djalminha foi um dos grandes desportistas que o nosso município já teve. Foi um grande amigo pessoal e ficará marcado para sempre em nossos corações e em nossas lembranças pelo seu amor pelo futebol e, principalmente, pelo amor à sua equipe, o Inter Bravo. Fiquei muito feliz com essa homenagem. Que momentos como esse possam ficar eternizados em nossos corações.”

A conquista do Inter Bravo ficará registrada na história do futebol de Gado Bravo. Mas, para muitos, aquela final será lembrada por algo ainda maior: um campeão levantou a taça, enquanto uma história de amor pelo futebol foi eternizada.

Djalminha partiu, mas deixou um legado.

Deixou amigos, deixou histórias, deixou saudade e, acima de tudo, deixou uma paixão que continuará sendo lembrada dentro e fora das quatro linhas.

O Inter Bravo foi campeão. E Djalminha, para sempre, será parte dessa história!