Com a destituição definitiva de Flávio Torreão da presidência do Campinense, William Simões assumiu o comando do clube para conclusão do biênio 2026/2027. Nesta sexta-feira (3), o dirigente concedeu coletiva de imprensa no Estádio Renatão destacando as dificuldades financeiras na Raposa. De acordo com o cartola, uma auditoria será feita para investigar possíveis irregularidades cometidas pela gestão anterior.
— Através do relatório apresentado pelo Conselho Deliberativo e de algumas omissões de receitas e de superfaturamento de despesas, eu tomei uma atitude que pode desagradar a muita gente, mas faremos uma auditoria no clube. Ela será feita a partir desse relatório que foi muito bem elaborado. O clube precisa nesse momento ser passado a limpo e nós vamos fazer isso — contou.
Simões relatou os problemas financeiros enfrentados pelo Campinense. Segundo ele, a gestão encabeçada por Flávio Torreão deixou o clube com receitas bloqueadas, como R$ 80 mil que a instituição teria direito a receber da Timemania. Os funcionários estão com quatro meses de salários atrasados, além de débitos com advogados, atletas, comissão técnica e fornecedores.
— São situações que a partir de agora vamos tomar providências para tentar fazer o pagamento. Nosso objetivo é fazer com que a instituição volte a funcionar de uma maneira digna, mas precisa de muito trabalho. Mais uma vez, estou à disposição do clube com muito empenho para superar esses desafios — destacou Simões.
O cartola também rebateu insinuações de que ele, ao lado do Conselho Deliberativo, teriam dado um golpe na gestão do presidente Flávio Torreão. Segundo Simões, ele recebeu inúmeros convites para disputar a última eleição como cabeça de chapa, mas que não estava em seus planos assumir novamente o comando do clube.
— Nesse período não fui procurado. Os dois que foram afastados falaram ou andam falando por aí que houve traição, que houve golpe, mas se eu quisesse ser presidente eu teria sido lá atrás, quando recebi muitos convites. Por que eu iria tomar uma gestão na qual eu era vice? Não tem nenhum sentido. Eu estou tranquilo em relação a isso e o Conselho Deliberativo tomou as atitudes necessárias. Se o Conselho não tivesse feito uma intervenção, pode ter certeza que isso aqui estaria de mal a pior — disse o dirigente.
Natural de Cabaceiras, Cariri paraibano, William Simões esteve à frente do Campinense como presidente entre 2011 e 2018, quando foi afastado em decorrência da Operação Cartola, mas foi absolvido pela Justiça anos depois. Nesse período, o clube conquistou a Copa do Nordeste de 2013, o vice-campeonato do Nordeste em 2016 e três títulos estaduais.
Cariri Esporte
Com GE PB / Foto: Bruno Rafael/ge















