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Campinense Clube fecha parceria com a Campina F.C para reativar as categorias de base

O Campinense Clube e o Campina FC firmaram uma parceria para a reativação das categorias de base Rubro-negra, que envolve o desenvolvimento em conjunto das divisões de base do sub-13 ao sub-20.

O objetivo é juntar forças com o Projeto Campina FC e reativar o trabalho de formação de atletas, oportunizando os jovens da região a ter acesso a uma estrutura completa.

A partir da parceria o Campinense irá disputar várias competições nas categorias sub-13 ao sub-20, em âmbitos estaduais e regionais, sempre atuando como Campinense Clube e com seu uniforme oficial.

Com a parceria, os atletas das categorias de base passam a utilizar a estrutura do Centro de Treinamento do Campina FC, como campos de futebol e todo o staff do Projeto.

O Diretor de Futebol da Raposa, Rômulo Farias, comentou sobre as expectativas.

“É com muita satisfação que a gente está reativando as nossas categorias de base, a nossa Raposinha. Esse era um desejo particular meu e de toda nossa diretoria desde que assumimos o clube. Campina Grande e região é celeiro de craques, e este é o principal objetivo da retomada. É um projeto importante, que nos permite sonhar que, no futuro próximo, a gente tenha garotos revelados novamente pelo clube”, afirmou Rômulo.

O CEO do Campina FC, Fábio Martins, afirmou que está feliz com o projeto é que se sente honrado em poder coordenar a base de um clube tão tradicional e de camisa tão pesada como a do Campinense.

“Estamos muito felizes em concretizar esta parceria entre Campina FC e o Campinense Clube. Estamos vindo com critérios e planejamento. Fazer parte deste projeto é uma forma de transformar histórias e estimular os jovens a construírem o próprio futuro. Os treinos de todas as categorias de base acontecerão no CT RBBC, intercalado com a disponibilidade do estádio Renatão. Nos próximos dias estaremos divulgando informações sobre o processo de avaliação técnica que realizaremos no Renatão. Agradecemos a oportunidade e espero que o projeto renda muitos frutos para o clube”, afirmou Fábio Martins.

Ascom Campinense

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A Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a proibição de bets no Brasil vem causando enorme revolta no futebol brasileiro. Sem os patrocínios de casas de apostas, os clubes ameaçam paralisar o Brasileirão.

De acordo com o jornal Estadão, dirigentes de clubes da elite nacional intensificaram, nesta segunda-feira (28), a articulação contra a MP e discutem a medida extrema de paralisação.

A ameaça de paralisar o Brasileirão tem dois objetivos: pedido de um período de transição de seis meses a um ano para encerrar a publicidade das bets e pressionar a CBF para ajudar na luta contra a MP do Governo.

Os clubes tinham uma reunião marcada com o Governo nesta terça-feira (29), porém foi cancelada devido boa parte dos presidentes avisarem que não participariam.

Como ficam os patrocínios dos clubes?

Com a proibição dos jogos e divulgações, os clubes brasileiros terão que remover os patrocínios relacionados a casas de apostas de seus uniformes, redes sociais, centros de treinamento e até mesmo da nomenclatura de estádios.

Dos 20 times que disputam a Série A do Brasileirão em 2026, 14 têm uma casa de apostas como patrocinadora principal. Todos precisarão produzir novos equipamentos para poder entrar em campo.

A Medida Provisória também deve fazer os patrocínios serem suspensos, comprometendo grande parte da receita dos clubes brasileiros.

Patrocínios de bets no Brasileirão:

  1. Flamengo (Betano) – R$ 220 milhões
  2. Corinthians (Esportes da Sorte) – R$ 150 milhões
  3. Palmeiras (Sportingbet) – R$ 100 milhões
  4. São Paulo (Superbet) – R$ 90 milhões
  5. Atlético-MG (H2Bet) – R$ 60 milhões
  6. Fluminense (Superbet) – R$ 58 milhões
  7. Botafogo (Vbet) – R$ 55 milhões
  8. Cruzeiro (Betnacional) – R$ 50 milhões
  9. Vasco (Sportingbet) – R$ 50 milhões
  10. Grêmio (Pitaco) – R$ 46,7 milhões
  11. Santos (Novibet) – R$ 35 milhões
  12. Vitória (7K Bet) – R$ 20 milhões
  13. Remo (Vaidebet) – R$ 12 milhões
  14. Chapecoense (ZeroUm) – R$ 10 milhões

*Athletico-PR, Bahia, Coritiba, Internacional, Mirassol e RB Bragantino não possuem patrocínio máster com casa de apostas

Qual é o tamanho do prejuízo para os clubes da Série A?

Em levantamento realizado pelo “UOL Esporte”, verifica-se que, hoje, um a cada três reais das receitas dos clubes da Série A é proveniente das casas de apostas. Em 2025, R$ 1,03 bilhão dos R$ 3,069 bilhões arrecadados com patrocínios teve origem nessas empresas.

Com a Medida Provisória anunciada pelo presidente Lula, o futebol brasileiro enfrenta a iminência de perder mais de R$ 1 bilhão anuais em patrocínios de forma repentina, segundo o “Info Money”.

“Isso (assinatura da Medida Provisória) traria impactos desastrosos para o Flamengo como um todo, não só no futebol, mas também nos esportes olímpicos. A gente estima que as perdas imediatas de receita para o ano que vem sejam de R$ 400 milhões a R$ 430 milhões e, sem um preparo prévio, é absolutamente impossível que você consiga estancar essa sangria”, disparou o presidente do Flamengo, Bap, pouco antes da assinatura da MP.

Como o setor de apostas representa cerca de 33% do faturamento comercial de marketing dos times (ou 7,9% do orçamento geral total da Série A), a interrupção abrupta do fluxo de caixa compromete diretamente a folha de pagamento de diversas equipes.

Casas de apostas como Superbet, Betano e Esportes da Sorte já começaram a notificar preventivamente os clubes sobre a rescisão ou suspensão imediata dos contratos diante do novo decreto de proibição, segundo a “VEJA”.

Cariri Esporte

Com 365 Scores / Foto: Staff Images/CBF