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Prefeitura de Boa Vista lança Escolinha Municipal de Esportes e projeto beneficiará crianças de 7 a 14 anos de idade

Na última sexta-feira (13), a Prefeitura de Boa Vista lançou de forma oficial a Escolinha Municipal de Esportes do município. O novo projeto esportivo tem a iniciativa por parte da Secretaria Municipal de Assistência Social e integrará crianças e jovens de 7 a 14 anos de idade.

Além do futsal, a Escolinha oferecerá outras modalidades como vôlei, capoeira e handebol.

O ‘ponta pé inicial’ se deu com a primeira aula inaugural na qual foi realizada no Ginásio Poliesportivo ‘O Cabeção’, principal palco esportivo da cidade, onde funcionará uma das escolinhas, que também será estendido para as comunidades rurais de Boa Vista, inicialmente para as praças esportivas do Caluête e São Joãozinho.

O prefeito de Boa Vista, André Gomes, fez questão de prestigiar o evento inaugural da escolinha de esportes, e em momento, destacou a importância do esporte como forma de ajudar no desenvolvimento educacional das crianças e os jovens do município.

“Fiquei feliz por ver nos olhinhos brilhantes de cada criança que estava ali presente com a vontade de vencer e se divertir neste lugar. Acreditamos no esporte como forma de educação, lazer e socialização contribuindo assim para a construção de um futuro melhor para todos. E ainda possibilitando a descoberta de nossos futuros craques do esporte boa-vistense”, destacou André Gomes.

O secretário de Assistência Social de Boa Vista, Herbert Wagner, também esteve presente e está sendo um dos articuladores, para que as demais modalidades e o maior número de crianças e jovens do município possam estar participando do projeto.

Profissionais de Educação Física e desportistas do município estarão coordenando a escolinha de esportes e a estimativa é propiciar o engajamento do maior número de crianças, e que os mesmos devem estar devidamente engajados na escola, contribuindo para o desenvolvimento escolar dos atletas participantes do projeto esportivo.

Cariri Esporte   

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A Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a proibição de bets no Brasil vem causando enorme revolta no futebol brasileiro. Sem os patrocínios de casas de apostas, os clubes ameaçam paralisar o Brasileirão.

De acordo com o jornal Estadão, dirigentes de clubes da elite nacional intensificaram, nesta segunda-feira (28), a articulação contra a MP e discutem a medida extrema de paralisação.

A ameaça de paralisar o Brasileirão tem dois objetivos: pedido de um período de transição de seis meses a um ano para encerrar a publicidade das bets e pressionar a CBF para ajudar na luta contra a MP do Governo.

Os clubes tinham uma reunião marcada com o Governo nesta terça-feira (29), porém foi cancelada devido boa parte dos presidentes avisarem que não participariam.

Como ficam os patrocínios dos clubes?

Com a proibição dos jogos e divulgações, os clubes brasileiros terão que remover os patrocínios relacionados a casas de apostas de seus uniformes, redes sociais, centros de treinamento e até mesmo da nomenclatura de estádios.

Dos 20 times que disputam a Série A do Brasileirão em 2026, 14 têm uma casa de apostas como patrocinadora principal. Todos precisarão produzir novos equipamentos para poder entrar em campo.

A Medida Provisória também deve fazer os patrocínios serem suspensos, comprometendo grande parte da receita dos clubes brasileiros.

Patrocínios de bets no Brasileirão:

  1. Flamengo (Betano) – R$ 220 milhões
  2. Corinthians (Esportes da Sorte) – R$ 150 milhões
  3. Palmeiras (Sportingbet) – R$ 100 milhões
  4. São Paulo (Superbet) – R$ 90 milhões
  5. Atlético-MG (H2Bet) – R$ 60 milhões
  6. Fluminense (Superbet) – R$ 58 milhões
  7. Botafogo (Vbet) – R$ 55 milhões
  8. Cruzeiro (Betnacional) – R$ 50 milhões
  9. Vasco (Sportingbet) – R$ 50 milhões
  10. Grêmio (Pitaco) – R$ 46,7 milhões
  11. Santos (Novibet) – R$ 35 milhões
  12. Vitória (7K Bet) – R$ 20 milhões
  13. Remo (Vaidebet) – R$ 12 milhões
  14. Chapecoense (ZeroUm) – R$ 10 milhões

*Athletico-PR, Bahia, Coritiba, Internacional, Mirassol e RB Bragantino não possuem patrocínio máster com casa de apostas

Qual é o tamanho do prejuízo para os clubes da Série A?

Em levantamento realizado pelo “UOL Esporte”, verifica-se que, hoje, um a cada três reais das receitas dos clubes da Série A é proveniente das casas de apostas. Em 2025, R$ 1,03 bilhão dos R$ 3,069 bilhões arrecadados com patrocínios teve origem nessas empresas.

Com a Medida Provisória anunciada pelo presidente Lula, o futebol brasileiro enfrenta a iminência de perder mais de R$ 1 bilhão anuais em patrocínios de forma repentina, segundo o “Info Money”.

“Isso (assinatura da Medida Provisória) traria impactos desastrosos para o Flamengo como um todo, não só no futebol, mas também nos esportes olímpicos. A gente estima que as perdas imediatas de receita para o ano que vem sejam de R$ 400 milhões a R$ 430 milhões e, sem um preparo prévio, é absolutamente impossível que você consiga estancar essa sangria”, disparou o presidente do Flamengo, Bap, pouco antes da assinatura da MP.

Como o setor de apostas representa cerca de 33% do faturamento comercial de marketing dos times (ou 7,9% do orçamento geral total da Série A), a interrupção abrupta do fluxo de caixa compromete diretamente a folha de pagamento de diversas equipes.

Casas de apostas como Superbet, Betano e Esportes da Sorte já começaram a notificar preventivamente os clubes sobre a rescisão ou suspensão imediata dos contratos diante do novo decreto de proibição, segundo a “VEJA”.

Cariri Esporte

Com 365 Scores / Foto: Staff Images/CBF